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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#126 costa alentejana e vicentina I

 

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Mudou de emprego e teve menos de uma semana de pausa entre um e outro. Eu corri a bloquear esses dias para me poder escapar daqui. Não convinha voar para lado nenhum, íamos perder horas em aeroportos e viagens e o importante, o realmente importante, era estarmos juntos e fora de casa, num lugar qualquer que não fosse nosso, onde pudéssemos respirar. Antes, há uns tempos ou talvez apenas antes desta viagem, pensava que só sentiria férias se passasse a fronteira e recebesse a mensagem com a tarifa do roaming. Acabou-se o roaming e, com ele, acabou-se o meu preconceito - fui conhecer a costa alentejana.

 

A viagem começou na Praia dos Galapinhos. Foi quando descemos e colocámos um pé na areia que sentimos que a pausa estava instalada e só voltaríamos ao activo na semana seguinte. Que praia incrível, tão perto de Lisboa. Ao que parece, a European Best Destinations elegeu-a como a melhor praia da Europa em 2017, pelo que creio que não devo estar errada no deslumbramento instantâneo que senti e aqui descrevo. Uau, disse, Setúbal é muito mais simpático do que eu imaginava. Na verdade, já tinha visitado Setúbal há uns anos, na véspera do nascimento do meu afilhado mais pequeno. Moscatéis e nada mais, vi a cidade apenas à noite e não me apaixonei. Agora, de dia e de mão dada, pareceu-me a escapadinha perfeita para um fim-de-semana de quem reside na capital e precisa de fugir da claustrofobia pombalina. Claustrofobia dicotómica de quem nasceu para viver em grandes cidades, a minha.

 

Instalámo-nos no Rio Art Guesthouse e, de zero a cinco, tenho as cinco estrelas inteiras para lhes dar. Atendimento perfeito e quarto maravilhoso. Ficámos instalados no quarto Luísa Todi, de duas frentes, uma para a famosa avenida, mais bonita que a sua casa do Monopólio. Tem água, máquina de café expresso no quarto e tortas de azeitão a receber os hóspedes - e ainda uma cartinha de boas-vindas personalizada. Quanto cuidado.

 

Do outro lado da Avenida, a Casa Santiago para nos servir um prato de choco frito absolutamente irrepreensível. No decorrer da viagem pelas costas, voltámos a encontrar ementas que incluíam choco frito e o preço por dose era sempre mais caro do que o preço praticado em Setúbal, onde ele é cozinhado com o maior primor. Vale a pena tirar a barriga de misérias, é um petisco dos que dá saudades. Na situação da Casa Santiago estar fechada, foi-me muito recomendada a Adega Leo do Petisco, mais próxima da praia aparentemente menos sofisticada.

 

Depois do choco, não há como não dar uma volta na Avenida Luísa Todi, iluminada. A digestão vai pedir caminhada e os resistentes vão pedir um gelado de sobremesa. Nós pedimos hotel, janelas abertas para entrar a brisa da noite e descanso para continuar a viagem no dia seguinte. Agora já sei por onde poisar quando rumar a sul. 

 

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Capítulo Seguinte: Costa Alentejana e Vicentina - parte II

 

2 comentários

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    a canhoto 11.07.2017 15:18

    Hahahaha, que disparate o meu. Porque é que eu não releio os meus textos, porquê?! Obrigada, vou já mudar.
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