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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#110 beleza do vale das furnas

 

Quando lancei o blog, disseram-me logo que ia encontrar naturalmente o meu foco; os assuntos que mais me interessariam explorar seriam definidos com o tempo, com o passar dos meses ou até dos anos. Com treze meses de existência, continuo a sentir-me nessa exploração e redefinição constante. Uma coisa é certa e comprovada: funciona melhor quando dou espaço à visceralidade dos meus constrangimentos e emoções, quando defendo e refuto à minha maneira, sem polimentos. Há espaço para toda a gente e este é o meu espaço, com a voz das minhas miliuma ideias.

 

 

 

 

 

#101 dia 1 de abril e não é mentira

 

Na categoria aparente das futilidades, na qual poderíamos discutir eternamente sobre se é válido o termo futilidade ou não para este assunto, faço-vos chegar uma ideia óptima para quem deseja celebrar o dia das mentiras. Sim, celebra-se qualquer coisinha que queiramos e já andamos todos fartos das notícias falsas à hora do almoço - he he he - sim, já percebemos que o busto do ronaldo era só uma brincadeira do dia das mentiras - he he he - ah... ai não?

 

Portanto,

é já AMANHÃ, dia 1 de Abril, como dizia, que acontece a 6ª edição do STYLE no Alegro de Alfragide.

Fácil de lá chegar, estacionamento, perto do Bounce, só coisas boas.

 

A Vogue vai participar fortemente, vão lá estar a Diretora de Moda, a Editora de Beleza, há Fashion Talks, há bloggers, consultorias, selfies, brindes, concursos, e ainda cartões oferta. Pode-se levar as crias, que elas também têm programas todos giros para elas. Há cabelos com L'Oreal e ainda um sugestões alimentares incríveis, com dietas Paleo à mistura.

 

Ora, eu podia detalhar tudo-tudinho, que eu já sei quem e a que horas vai lá estar. Mas fiquem com o cartaz, a dica e passem lá um excelente dia das mentiras que eu também hei-de lá passar. Verdade?

 

 

#100 sobre o orgulho em propriedade alheia

 

 

Mais ou menos na mesma altura que eu, ela foi tentar aprendar alguma coisa sobre cinema na faculdade. Eu em Lisboa, ela no Porto. Quando regressei ao Porto para estagiar, encontrámo-nos, não nos tornámos logo nas amigas que somos hoje. Hoje, ela é a minha maior confidente, a única pessoa no mundo inteiro com quem tenho uma linguagem distinta, própria, de poucas palavras e entendimento quase instantâneo.

Passou anos a lutar, desde a crise de 2008, entre o cinema e a moda, as suas paixões e talentos. Tentou tanto, quase tudo. Um dia deu o grito de ipiranga e o seu olhar mudou. Esse dia foi há muito pouco tempo. Expedita, pôs mãos à obra, juntou-se a uma velha amiga e ajudou-a a fazer nascer a ideia que, a hoje sócia, tinha há muito na gaveta: vestidos pretos, desenhar só vestidos pretos, para todas as ocasiões.

Como posso eu ter tanto orgulho nela, se, apesar de sempre ao seu lado, em nada pude, com estes 300km que nos separam, contribuir para isto? Como posso ter orgulho de um ser que não depende de mim, a não ser no afecto?

Mas estou cheia dele e aqui estão os links dela. O lançamento é hoje. Parabéns às duas.

 

http://www.dramatheblackdressbrand.com

https://www.instagram.com/dramatheblackdressbrand/

https://www.facebook.com/dramatheblackdressbrand/

 

 

 

 

 

#99 já testei a depilação a laser, fernando pessoa

 

“Não posso ir à praia, que não fiz a depilação, está marcada para quinta-feira, podes este fim-de-semana, só para a semana, mas eu para a semana trabalho, combinamos então para depois” é algo que não me ouvirão mais a dizer. Na vida.

 

A depilação a laser tem dessas coisas boas. Por mais que haja quem diga que não é eterna, garanto que não é por se falhar a manutenção anual que a penugem resistente vai causar qualquer embaraço. Mas eu fiz aquilo da luz pulsada e não ficou bem. Também não ouvem da minha boca e se vêm com essa conversa, eu digo já, de sobrolho levantado: mas eu estava a falar de luz pulsada, por acaso?

Vamos lá falar de coisas sérias, que a nossa pele é um assunto muito sério!

 

Quase repetindo o que já escrevi em publicações passadas, sou filha de médico e muito preocupadinha com os tratamentos que faço, não me meto em qualquer sítio a fazer crioterapias e liftings duvidosos. Não, senhor. Portanto, tenho tudo bem estudado e, já que tenho os apontamentos tirados, aqui segue a partilha de uma parte desses ditos apontamentos.

A lição de hoje é depilação a laser.

Onde?

Clínica Cute. É onde faço todos os meus tratamentos de corpo.

E alguém diz, na hora:

Olha, aqui vem esta com posts pagos.

E eu digo:

Este não é um post pago. E agora, hein? Se hoje recebo ofertas da Cute é porque fui e sou uma cliente assídua e passei a concentrar lá todos os meus tratamentos. Desde a limpeza à pele, ao peeling, às lutas contra a celulite e, agora, à depilação a laser. Estive numa clínica de depilação a laser muito conhecida durante muito tempo e agora que faço a minha depilação na Cute, é tudo muito melhor.

E vocês dizem:

A-han. Ai é? Porquê?

E eu digo: 

Parem com isso. Já fiz o trabalho de casa. E só aconselho aquilo que uso e aprovo!

E chega alguém e pergunta:

Porque é que estás a falar sozinha?

Olho para a esquerda e esse alguém também não está lá. Tenho que descansar, Fernando Pessoa.

 

A Clínica Cute utiliza uma máquina com laser Vectus, e dessas só há duas em Portugal. O Vectus é o único laser com sensor de melanina e é da marca Palomar, “a” marca que desenvolveu a tecnologia laser a nível mundial. Resumindo: é mais rápido, trata áreas maiores em menos tempo e pode ser feito até no verão ou em peles escuras!

 

Depois não digam que não avisei.

#80 o natal pró menino e prá menina

 

Nos meus pais, aproveitamos a consoada para comer um belíssimo bacalhau e jantarmos os quatro, regados a excelentes vinhos, espumantes e azeite caseiro. Mas há quem tenha muitas prendas para oferecer. Assim, aqui vão umas ideias (desta vez não são miliuma) para vos ajudar:

 

1 - Click & Grow

Testadíssimo, é uma maravilha ter, por exemplo, manjericão fresco e cheiroso sempre à mão.

 

2 - T-shirt rolling stones coleção temporária da zara

Antes que desapareçam ;)

 

 

#64 a boa da reversibilidade

 

Os meus últimos meses têm sido preenchidos com imenso trabalho como actriz, desde novelas a séries e publicidades. À parte das locuções, que me escondem as caretas por trás de um vidro espesso e uma porta pesada, a preocupação com a imagem e com o corpo é uma necessidade. O corpo é a nossa ferramenta de trabalho, o nosso veículo de comunicação, MacLuhanamente falando.  Assim, tenho de fazer as pazes com ele. Se seguem o blogue, o meu Facebook e/ou o meu Instagram, sabem que isso tem sido um processo; também saberão que a partir de hoje é a reentré aqui deste cantinho esquizofrénico chamado Miliuma e que tentarei partilhar o máximo que vos for útil e interessante nesta jornada.

 

A propósito do corpo e da profissão, perguntam-me sempre se tenho tatuagens. Bom, mais ou menos. Tive, feita sem pensar nas consequências, na altivez dos meus dezoito anos e com um desenho tosco na mão que foi, para piorar, desenhado por um tosco ainda mais tosco que tinha aprendido a desenhar na semana anterior (espero eu, caso contrário não há justificação para tamanho disparate que ele prali fez!). Passei anos a rejeitar a existência daquela mancha na pele e outros tantos a escolher desenhos lindíssimos para cobrir a asneira. Falei com dermatologistas, com o meu pai - meu médico e meu melhor conselheiro - com tatuadores e com o google. Depois de muito ponderar, decidi tomar uma decisão consciente que fizesse contraste à inconsciência do passado e remover a tatuagem.

Escrevo-vos a umas horas da sexta sessão de remoção, com uma mancha quase desaparecida. E escrevo para vos elucidar o melhor que conseguir sobre este tema, bem como partilhar a experiência e alguns dados da minha pesquisa.

 

 

#37 consumismo do bom

 

Nos últimos dias tenho implementado mais mudanças na minha vida, das pequeninas opções que acredito virem a tomar proporções muito grandes no que diz respeito ao meu bem-estar. Nunca fui uma pessoa naturalmente feliz, sempre me acusaram de pensar demasiado. Hoje sou eu que dou esse conselho a tantas amigas (tantas das tão poucas que tenho), não penses tanto, mariquinhas.

 

A cada mês que fica para trás, o silêncio toma uma importância crescente no quotidiano. Aprecio o que me rodeia com ouvidos de ouvir, um lobo mau atento mas bem intencionado. Na nossa rua, por exemplo, comecei a reconhecer o barulho dos motores e as vozes dos vizinhos dos outros prédios. A culpa é do sol, que me traz rasgos de paz.

 

Troquei os chinelos de quarto por havaianas, o pijama pelo vestido de dormir, abri as janelas todas da casa e passei a usar o vaporizador da zara home que tanto gosto, voltei a encher a covete do gelo no congelador e arrumei o secador da roupa para um canto. Se os pássaros entrarem, vou ralhar-lhes a sorrir, sem me chatear realmente. Tudo porque hoje voltei a lembrar-me de uma conversa que tive há uns anos, em que dizia ao meu amigo que há truques para nos sobrepormos a este peso que o mundo nos coloca nos ombros e que comigo funciona fechar os olhos e respirar, de preferência, ao pé da rega de fim de tarde de um jardim com relva acabada de cortar.

 

 

#34 groselha

 

Quando escrevi o post sobre o meu carinho por carteiras, recebi elogios muito simpáticos de se lerem. Alguém deve ter estado atento e, duplicando a simpatia, convidou-me para ir ver em primeira mão a nova colecção da Furla e da Guess. E eu fui e vi malas com pêlo para abraçar nos dias cinzentos do inverno que ainda não foi embora mas já se antecipa nesta minha ansiedade congénita. E inspirações orientais, como eu adoro. E outras coisas mais, que não esperava.